quinta-feira, 9 de maio de 2013

Dia da Europa




Assinala-se hoje o 53.º aniversário do ideal político mais arrojado, na era moderna, do continente que habitamos. A 9 de Maio de 1950 o continente europeu vivia ainda na ressaca da segunda grande guerra. Com os maiores países reduzidos a escombros a vida das populações não foi fácil durante o conflito e não foi melhor após o armistício. Foi nessa perspectiva que Robert Schuman propôs que a República Federal da Alemanha e outros países europeus se associassem para criar uma comunidade de interesses pacíficos – o continente europeu é o continente que menos tempo viveu em tempos de paz, se um único conflito armado ao longo da história.
Schuman queria assim garantir que o último acto de guerra no nosso continente tivesse sido a assinatura da paz e que acabasse por enterrar finalmente as diferenças sociais, culturais e raciais que nos separavam e que usasse essa mesma diferença em favor de todos os países do continente. Para tal Schuman decidiu que não haveria paz se não se estendesse a mão aos adversários da véspera de modo a fazer da união e a multiculturalidade a força motora e que poderia levar desencadeava também o processo de melhoria económica e social dos povos europeus.
A sua proposta, conhecida como "Declaração Schuman", é considerada o começo da criação do que é hoje a União Europeia e foi na Cimeira de Milão de 1985, que os Chefes de Estado e de Governo europeus decidiram celebrar o dia 9 de maio como "Dia da Europa". Os países fundadores do movimento europeu eram os que resultavam de uma já então existente associação inter-nacional de países que se tinham associado para promover a livre circulação de ferro, carvão, aço e outros minerais no interior da comunidade. Assim foi a partir da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço da qual partiu, a par da proposta de Schuman, o ideal europeu ou da União europeia.
Nos dias de hoje a europa vive momentos delicados com as dívidas astronómicas de alguns dos seus membros grupo no qual se inclui Portugal, com alargamentos sucessivos e pouco calculados, com uma taxa de desemprego sem paralelo até em tempos de guerra e com indefinições para o futuro que ameaçam colocar a parte ou o todo europeu em posições extremas ou fracturantes. Passados mais de 50 anos a europa atinge a idade em que nenhum dos seus líderes tem a consciência vivida de quais eram os ideais dos seus fundadores e talvez seja isso, em parte, a raiz dos problemas e dos desafios que este ideal de paz tem para o futuro.

Para saber mais da europa… http://europa.eu/index_pt.htm

A escola, nomeadamente a biblioteca não quer deixar passar a data em claro e assim estará disponível muita informação alusiva a este aniversário. Vem ver!

terça-feira, 9 de abril de 2013

Um poema por semana: "Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades" de Luís de Camões



Mais um poema de um escritor português. Hoje, Luís de Camões, célebre até pelo aspecto já que ostentava uma pala no olho direito, qual pirata "encartado". A sua obra mais emblemática "Os Lusíadas" retrata os feitos imensos resultantes da épica decisão de chegar à India por mar, algo nunca antes tentado e visto como uma façanha impossível. Os Portugueses chegaram à Indía, globalizaram o Globo e trasformaram-se numa potência mundial desde que a necessidade, o engenho e a coragem os levaram "para além da taprobana" como descreve na obra.
Para além de "Os Lusíadas", existe uma obra vasta de poemas nos mais diferentes estilos bem como peças de teatro, autos ou até comédias. Para além deste poema falado no vídeo, existem outros muito famosos tal como aquele que se segue, que retrata a saga maior dos Homens, o amor ou a falta dele :)

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo amor?

Luís Vaz de Camões

terça-feira, 2 de abril de 2013

Uma sugestão

Em 1884 Edwin Abbott, professor e autor Inglês, escreveu uma aventura fantástica passada num país plano, portanto a duas dimensões como os quadros das salas de aula, povoado por uma sociedade hierárquica de figuras geométricas regulares que se comportam como nós, humanos.

Essa obra chama-se Flatland - país plano e desde cedo fascinou gerações e gerações de leitores jovens e menos jovens sendo hoje considerado um clássico de ciência e de ficção científica.

Nele Abbott explora as diferentes dimensões numa analogia bem construída entre as limitações dos humanos e as destas simpáticas figuras a duas dimensões. 

Encontrei no youtube um video que comprova que existe um filme, em inglês, que se baseia no livro. Deixo o trailer deste que me parece que reproduz o livro ainda que não fielmente.



Fica aqui a sugestão de um livro muito muito curioso. 

terça-feira, 12 de março de 2013

Semana da Leitura


Nesta que é última semana de aulas antes das, esperemos merecidas, férias da páscoa, a biblioteca da escola promeve a Semana da Leitura. E o que é a Semana da Leitura? Vocês diriam, não sem engano, que a Semana da Leitura seria dedicada unicamente à leitura de livros. Ora estabelecida a dúvida e o engano na vossa resposta, explico que a Semana da Leitura consiste numa série de actividades que vão desde uma Feira do Livro com uma selecção variada de autores, géneros literários, conteúdos, formatos, histórias... Decorre também a par desta, um concurso de escrita criativa subordinado ao tema "Mar" ao qual já se tinha aqui feito referência, bem como sessões de leitura, exposição de livros e para terminar a semana o Sarau Cultural da escola.
Com tanta oferta o problema não vai ser participar mas sim escolher o que fazer primeiro.   

terça-feira, 5 de março de 2013

Um poema por semana: "Mãezinha" de António Gedeão



A RTP2 promeveu durante o ano de 2011 um pequeno programa onde pessoas anónimas ou não, liam poemas de poetas portugueses, mais ou menos reconhecidos. Era uma ideia brilhante e foi com pena que, com o mesmo sossego com que surgiram, assim se desvanesceram. Fica aqui um deles de Rómulo de Carvalho, professor muito talentoso e reconhecido de meados de século passado. Devem achar estranho que o poeta tenho o nome de António Gedeão. Pois os dois eram a mesma pessoa. Rómulo de Carvalho escolheu o outro nome para seu pseudónimo, ou seja, o seu nome de escritor.

O livro estranho