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terça-feira, 4 de junho de 2013

Um poema por semana: E POR VEZES de David Mourão-Ferreira


Novo poema, desta feita de David Mourão Ferreira, poeta e escritor de coração mas professor de formação em Filologia. Teve também participação activa em jornais como os já extintos Diário Popular e A Capital tendo tido uma participação na revista intelectual Seara Nova. Teve passagens fugazes pela política e pela televisão. Foi condecorado em 1981 pelo então presidente da República, Ramalho Eanes, condecoração essa que foi elevada à posteriori para Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada. Produiu imensa obra literária entre os anos cinquenta e noventa, década na qual viria a felecer ainda novo. Das suas obras destaque para aquelas que foram musicadas e cantadas por Amália Rodrigues que se tornaram poemas referência no fado como Barco Negro ou Nome da Rua.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Um poema por semana: "Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades" de Luís de Camões



Mais um poema de um escritor português. Hoje, Luís de Camões, célebre até pelo aspecto já que ostentava uma pala no olho direito, qual pirata "encartado". A sua obra mais emblemática "Os Lusíadas" retrata os feitos imensos resultantes da épica decisão de chegar à India por mar, algo nunca antes tentado e visto como uma façanha impossível. Os Portugueses chegaram à Indía, globalizaram o Globo e trasformaram-se numa potência mundial desde que a necessidade, o engenho e a coragem os levaram "para além da taprobana" como descreve na obra.
Para além de "Os Lusíadas", existe uma obra vasta de poemas nos mais diferentes estilos bem como peças de teatro, autos ou até comédias. Para além deste poema falado no vídeo, existem outros muito famosos tal como aquele que se segue, que retrata a saga maior dos Homens, o amor ou a falta dele :)

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo amor?

Luís Vaz de Camões

terça-feira, 2 de abril de 2013

Uma sugestão

Em 1884 Edwin Abbott, professor e autor Inglês, escreveu uma aventura fantástica passada num país plano, portanto a duas dimensões como os quadros das salas de aula, povoado por uma sociedade hierárquica de figuras geométricas regulares que se comportam como nós, humanos.

Essa obra chama-se Flatland - país plano e desde cedo fascinou gerações e gerações de leitores jovens e menos jovens sendo hoje considerado um clássico de ciência e de ficção científica.

Nele Abbott explora as diferentes dimensões numa analogia bem construída entre as limitações dos humanos e as destas simpáticas figuras a duas dimensões. 

Encontrei no youtube um video que comprova que existe um filme, em inglês, que se baseia no livro. Deixo o trailer deste que me parece que reproduz o livro ainda que não fielmente.



Fica aqui a sugestão de um livro muito muito curioso. 

terça-feira, 5 de março de 2013

Um poema por semana: "Mãezinha" de António Gedeão



A RTP2 promeveu durante o ano de 2011 um pequeno programa onde pessoas anónimas ou não, liam poemas de poetas portugueses, mais ou menos reconhecidos. Era uma ideia brilhante e foi com pena que, com o mesmo sossego com que surgiram, assim se desvanesceram. Fica aqui um deles de Rómulo de Carvalho, professor muito talentoso e reconhecido de meados de século passado. Devem achar estranho que o poeta tenho o nome de António Gedeão. Pois os dois eram a mesma pessoa. Rómulo de Carvalho escolheu o outro nome para seu pseudónimo, ou seja, o seu nome de escritor.

O livro estranho

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Nas asas dos livros




Uma das visões mais desoladoras de um livro, as folhas em branco, pode ser simultaneamente a sua maior virtude. De uma folha em branco podemos fazer nascer imensas histórias. Os livros ajudam a “voar” sem que seja necessário termos asas.
E têm vantagens óbvias: são transportáveis, podem contar sobre o que nos apetecer, explicam tudo, sabem tudo, têm diferentes formas, não precisam de electricidade para trabalhar e são imensos. Numa vida dificilmente cabe uma biblioteca deles mas numa só biblioteca cabem todas as vidas que quisermos. E ao contrário de nós, ficam para contar a história, qualquer que ela seja, a quem vier.