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terça-feira, 4 de junho de 2013

Um poema por semana: E POR VEZES de David Mourão-Ferreira


Novo poema, desta feita de David Mourão Ferreira, poeta e escritor de coração mas professor de formação em Filologia. Teve também participação activa em jornais como os já extintos Diário Popular e A Capital tendo tido uma participação na revista intelectual Seara Nova. Teve passagens fugazes pela política e pela televisão. Foi condecorado em 1981 pelo então presidente da República, Ramalho Eanes, condecoração essa que foi elevada à posteriori para Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada. Produiu imensa obra literária entre os anos cinquenta e noventa, década na qual viria a felecer ainda novo. Das suas obras destaque para aquelas que foram musicadas e cantadas por Amália Rodrigues que se tornaram poemas referência no fado como Barco Negro ou Nome da Rua.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Dia da Europa




Assinala-se hoje o 53.º aniversário do ideal político mais arrojado, na era moderna, do continente que habitamos. A 9 de Maio de 1950 o continente europeu vivia ainda na ressaca da segunda grande guerra. Com os maiores países reduzidos a escombros a vida das populações não foi fácil durante o conflito e não foi melhor após o armistício. Foi nessa perspectiva que Robert Schuman propôs que a República Federal da Alemanha e outros países europeus se associassem para criar uma comunidade de interesses pacíficos – o continente europeu é o continente que menos tempo viveu em tempos de paz, se um único conflito armado ao longo da história.
Schuman queria assim garantir que o último acto de guerra no nosso continente tivesse sido a assinatura da paz e que acabasse por enterrar finalmente as diferenças sociais, culturais e raciais que nos separavam e que usasse essa mesma diferença em favor de todos os países do continente. Para tal Schuman decidiu que não haveria paz se não se estendesse a mão aos adversários da véspera de modo a fazer da união e a multiculturalidade a força motora e que poderia levar desencadeava também o processo de melhoria económica e social dos povos europeus.
A sua proposta, conhecida como "Declaração Schuman", é considerada o começo da criação do que é hoje a União Europeia e foi na Cimeira de Milão de 1985, que os Chefes de Estado e de Governo europeus decidiram celebrar o dia 9 de maio como "Dia da Europa". Os países fundadores do movimento europeu eram os que resultavam de uma já então existente associação inter-nacional de países que se tinham associado para promover a livre circulação de ferro, carvão, aço e outros minerais no interior da comunidade. Assim foi a partir da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço da qual partiu, a par da proposta de Schuman, o ideal europeu ou da União europeia.
Nos dias de hoje a europa vive momentos delicados com as dívidas astronómicas de alguns dos seus membros grupo no qual se inclui Portugal, com alargamentos sucessivos e pouco calculados, com uma taxa de desemprego sem paralelo até em tempos de guerra e com indefinições para o futuro que ameaçam colocar a parte ou o todo europeu em posições extremas ou fracturantes. Passados mais de 50 anos a europa atinge a idade em que nenhum dos seus líderes tem a consciência vivida de quais eram os ideais dos seus fundadores e talvez seja isso, em parte, a raiz dos problemas e dos desafios que este ideal de paz tem para o futuro.

Para saber mais da europa… http://europa.eu/index_pt.htm

A escola, nomeadamente a biblioteca não quer deixar passar a data em claro e assim estará disponível muita informação alusiva a este aniversário. Vem ver!

terça-feira, 2 de abril de 2013

Uma sugestão

Em 1884 Edwin Abbott, professor e autor Inglês, escreveu uma aventura fantástica passada num país plano, portanto a duas dimensões como os quadros das salas de aula, povoado por uma sociedade hierárquica de figuras geométricas regulares que se comportam como nós, humanos.

Essa obra chama-se Flatland - país plano e desde cedo fascinou gerações e gerações de leitores jovens e menos jovens sendo hoje considerado um clássico de ciência e de ficção científica.

Nele Abbott explora as diferentes dimensões numa analogia bem construída entre as limitações dos humanos e as destas simpáticas figuras a duas dimensões. 

Encontrei no youtube um video que comprova que existe um filme, em inglês, que se baseia no livro. Deixo o trailer deste que me parece que reproduz o livro ainda que não fielmente.



Fica aqui a sugestão de um livro muito muito curioso.