quarta-feira, 3 de dezembro de 2014


Eça de Queirós na Biblioteca Escolar de Vila de Rei


Está a decorrer, na Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas de Vila de Rei, até ao dia 16 de Dezembro de 2014, uma exposição sobre o escritor Eça de Queirós.

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José Maria Eça de Queirós nasceu a 25 de novembro de 1845, na Póvoa de Varzim, filho de um magistrado, também ele escritor, e morreu a 16 de agosto de 1900, em Paris.

É considerado um dos maiores romancistas de toda a literatura portuguesa, o primeiro e principal escritor realista português, renovador profundo e perspicaz da nossa prosa literária.

Entrou para o Curso de Direito em 1861, em Coimbra, onde conviveu com muitos dos futuros representantes da Geração de 70, já então aglutinados em torno da figura carismática de Antero de Quental.

Na obra deste vulto máximo da literatura portuguesa, criador do romance moderno, distinguem-se usualmente três fases estéticas:

- a primeira, de influência romântica, que engloba os textos posteriormente incluídos nas Prosas Bárbaras e vai até ao Mistério da Estrada de Sintra;
- a segunda, de afirmação do Realismo, que se inicia com a participação nas Conferências do Casino Lisbonense e se manifesta plenamente nos romances O Primo Basílio e O Crime do Padre Amaro;
- e a terceira, de superação do Realismo-Naturalismo, espelhada nos romances Os MaiasA Ilustre Casa de Ramires e A Cidade e as Serras.

Obras Principais :             Cronologia
·         O Mistério da Estrada de Sintra (1870)  
·         O Crime do Padre Amaro (1875) 
·         A Tragédia da Rua das Flores (1877-78) 
 ·         O Primo Basílio (1878)
·         O Mandarim (1880) 
·         A Relíquia (1887) 
 ·         Os Maias (1888)
·         Uma Campanha Alegre (1890-91) 
·         A Ilustre Casa de Ramires (1900) 
·         A Cidade e as Serras (1901, póstumo)
·         Contos (1902, póstumo) 
·         A Capital (1925, póstumo)
·         O Conde de Abranhos (1925, póstumo)
·         Alves & Companhia (1925, póstumo)
·         Correspondência (1925, póstumo)

sexta-feira, 21 de novembro de 2014



Revista de Ciência Elementar 
A Revista de Ciência Elementar (RCE) é mais um passo no crescimento e sustentabilidade deste projeto da Fundação Calouste Gulbenkian, a Casa das Ciências – Portal Gulbenkian para Professores, com o mesmo objetivo de sempre ou seja, contribuir para a melhoria da qualidade do ensino das Ciências em Língua Portuguesa.

Dirigida a professores e alunos, bem como ao público em geral, esta revista recupera [...] publica os melhores artigos que, entretanto, nos forem chegando, destinados fundamentalmente a clarificar, esclarecer e desenvolver conceitos de Ciência Elementar, sobretudo os que se encontram diretamente associados aos programas do Ensino Básico e Secundário.
Contando com a colaboração de uma equipa editorial de grande prestígio, segue o paradigma da metodologia de peer review para a publicação dos artigos, tendo cada um, um editor especializado responsável pela sua aceitação para publicação.


·  Se quiser colaborar, contacte:  rce@casadasciencias.org.

·     Se quiser descarregar o último número da revista, faço-o aqui

quinta-feira, 24 de abril de 2014


CIENTISTAS RADICAIS!

Há cientistas que vão até ao fim do mundo para encontrarem a Natureza em estado puro!


Neste livro os jovens vão sentir-se seduzidos pela aventura. Os jovens de há mais tempo vão saber o que é a paixão pela ciência alimentada por uma voraz curiosidade. Empolgante.
Há cientistas que vão até ao fim do mundo para encontrarem a Natureza em estado puro.

É o caso de José Xavier, cientista polar da Universidade de Coimbra e do Instituto British Antarctic Survey (Reino Unido), que passou nove meses seguidos na Antárctida, primeiro a bordo de um navio científico e depois numa base de investigação.

Biólogo marinho a fazer investigação na Antárctida desde 1997, o seu objectivo é perceber como a biodiversidade em ambientes extremos é afectada por alterações climáticas. Neste livro ele conta-nos, em primeira mão, a aventura que é a experiência da descoberta científica nesta região polar. Em particular, como é viver e fazer ciência com um grupo muito pequeno de outros cientistas, longe da civilização.

Em forma de diário, Experiência Antárctica é o relato da vida de um cientista português num território distante e hostil: os gelos da Antárctida.

A sua leitura conduz-nos a paisagens onde, apesar do clima adverso, o mundo vivo é espantoso e abundante. Mas estará a biosfera ameaçada por problemas como o buraco de ozono e o aquecimento global?



JOSÉ XAVIER é doutorado pela Universidade de Cambridge (Reino Unido) e, actualmente, investigador do Instituto do Mar da Universidade de Coimbra e da British Antarctic Survey (Cambridge), colaborando com investigadores de mais de dez países. Estuda o comportamento de predadores de topo (pinguins, albatrozes e focas) no Oceano Antárctico em relação às alterações climáticas, fazendo investigação na Antárctida desde 1997. É o representante de Portugal nas reuniões do Tratado da Antárctida e em vários comités da Scientific Committee for Antarctic Research (SCAR), além de fazer parte do comité executivo de vários programas científicos internacionais. Foi o mais jovem investigador a ganhar o prémio internacional Marta T. Muse pelo seu trabalho de excelência em ciência e política na Antárctida. Coordenador de projectos educativos desde 2007, foi um dos vencedores da competição de ensaios sobre ciência da reputada revista New Scientist e da fundação Britânica Wellcome Trust

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Revista ADOLESCIÊNCIA






Caros Adolescientes!

A revista AdolesCiência é uma revista de ciência, feita por jovens criativos e para jovens curiosos, muito provavelmente futuros investigadores.

Apresentamos um projeto de investigação júnior, lançado pela Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Bragança, onde se pretende criar um espaço que ajude a desenvolver nos jovens a procura de conhecimento, promover o espírito científico, a capacidade de problematizar e as competências de leitura e escrita científicas.


Se queres publicar e difundir:

- textos inéditos, resultantes da tua pesquisa científica;
- recensões críticas de documentos e/ou livros que tenhas lido;
- relatos de experiências ou visitas de estudo da tua turma,

Entra em contato com os teus professores para eles orientarem o teu trabalho e assim publicares os teus trabalhos científicos numa revista de ciência online.



CONSULTA O SITE:


                e ficas a saber tudo!





segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Revista de Ciência Elementar - Calouste Gulbenkien

 
A Revista de Ciência Elementar é mais um projeto da Fundação Calouste Gulbenkian, a Casa das Ciências – Portal Gulbenkian -, para Professores, com o mesmo objetivo de sempre, ou seja, contribuir para a melhoria da qualidade do ensino das Ciências em Língua Portuguesa.
 
Dirigida a professores e alunos, bem como ao público em geral, esta revista publica os melhores artigos que nos forem chegando, destinados fundamentalmente a clarificar, esclarecer e desenvolver conceitos de Ciência Elementar, sobretudo os que se encontram diretamente associados aos programas do Ensino Básico e Secundário.
 
Contando com a colaboração de uma equipa editorial de grande prestígio, segue o paradigma da metodologia de peer review para a publicação dos artigos, tendo cada um, um editor especializado responsável pela sua aceitação para publicação.

A revista pode ser descarregada no site:
http://rce.casadasciencias.org/
 
Se quiser colaborar com artigos, contate:

terça-feira, 19 de novembro de 2013

SEGUROS E CIDADANIA


A Associação Portuguesa de Seguradores (APS), lançou no dia 8 de outubro, os primeiros exemplares de duas coleções criadas no âmbito do projeto Seguros e Cidadania, uma de livros, outra de jogos, cujo objetivo é divulgar a importância do seguro e os seus conceitos básicos junto das gerações mais novas.

Esta é uma iniciativa no âmbito do projeto de literacia financeira, destinada aos jovens dos cinco aos 13 anos.

O atual livro, o primeiro da coleção, chama-se «O risco espreita, mais vale jogar pelo seguro, foi escrito pelas autoras Isabel Alçada e Ana Maria Magalhães e tem ilustrações de Carlos Marques.

O livro procura transmitir informação rigorosa e atraente aos mais jovens, para que eles possam compreender a atividade seguradora e insere-se no conceito de educação para a cidadania.

terça-feira, 11 de junho de 2013

125 anos Pessoa

O dia 10 de Junho é, apetece dizer ainda, feriado nacional e diz-se dia de Portugal, Camões e das comunidades portuguesas. Ora essa data acolhe o nome de um dos mais reconhecidos poetas nacionais, Luís Vaz de Camões, a quem se deve a narrativa evocativa das descobertas portuguesas. Mas Camões só me serve de atalho para o dia 13 de Junho. 
Esse mesmo dia de 1888 dá hoje que falar mas, à data, talvez tenham acontecido sucessos que justificassem a compra do matutino mas nelas não encontraríamos a razão deste artigo. Isto porque nesse preciso dia nascia outro, senão mesmo o maior (que o é, pelo menos as olhos de quem aqui escreve), escritor de língua Portuguesa - Fernando António Nogueira Pessoa.
A data tem ainda um pouco de maior relevância uma vez que este ano se completam 125 do seu nascimento, uma data "redonda" que importa sublinhar. Sobre Fernando Pessoa, escritor, sobram as palavras, o alvoroço de ideias que rompem dos seus textos e que nos deixam entre a dúvida e a certeza, o consolo e o desalento, a tristeza e o regozijo. As mesmas palavras que se contradizem ou se vão desvendando a cada leitura feita mas que nunca nos deixam na certeza de que jamais voltaremos a elas. Ao falar de Pessoa é também discorrer sem poder fugir às diferentes "feições" visíveis na sua heteronímia. Não tenho preferências ainda que tenha um gosto particular por Alberto Caeiro que certo dia "me disse"...    

Da minha aldeia veio quanto da terra se pode ver no Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura...
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.

Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver. 

Depois desse dia nada mais foi como dantes. Em Álvaro de Campos, Pessoa discorre sobre o Aniversário. Talvez seja assim este o poema apropriado para a data que se avizinha.

Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas, o resto na sombra debaixo do alçado,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...

Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira! ...

O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...